quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Há crianças...e crianças


Muitos..
Têm a mania de dizer...que existe ainda uma criança dentro deles..
Outros dizem...todos nós temos uma criança em nós.
Não concordo...é subjectivo
No Campo mental...este sintoma é caracterizado como Sídrome de Peter Pan.
Este sídroma leva-nos a sermos alegres, pândegas despreocupadas, tendo uma inclinação para as gargalhadas troantes e para beber o que tiver à mão, procuramos permanentemente consolar-mo-nos. Somos capazes de feitos loucos, inconscientes e sabemos cantar, dançar e brincar enquanto roubam os tesouros da nossa vida, a inocência que muitas das vezes depositamos cegamente nos outros, por pensarmos que são iguais a nós.
Mas...
Se sentirmo-nos enganados, irritamo-nos imediatamente ou fazemos algo mais vil...ferimos o coração de quem nos magoou fazendo uma promessa ou dizendo uma mentira. Atravessam-se nas "nossas águas" territoriais e insultam-se com a sua desaprovação. Passam por nós uma segunda vez e atiramos pela borda fora...depois... após a pilhagem feita por nós, num conjunto de confiança e interesses já esgotado por nós...navegamos em direcção ao pôr do sol fingindo nunca termo-nos importado nem interessado.
Vitimas de Sídrome de Peter Pan às vezes confundidos e comparados a Piratas, não deixo de dar uma certa razão porque se pensarmos bem...Pirata não tem casa, anseia sempre por um lugar mesmo seu, somos consumidos por uma sede que nos força a uma viagem infindável para descobrir a paz de espirito.
A confiança não tem significado sem amor-próprio e é nessa condição crucial que nos falta na nossa vida intima por vezes pelo conflito de vários sintomas que insistem permanecer nas nossas cabeças: Ansiedade, conflito do papel Sexual, solidão, irresponsabilidade, narcisismo, chauvinismo.
Será que todas as crianças que temos dentro de nós...sente tudo isto que acabei de dizer?

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